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A crise religiosa de hoje

Conferência de junho da Associação de Melhoramentos Mútuos

Assembly Hall, Praça do Templo, Salt Lake City, Utah

9 de junho de 1934


Elsie Talmage Brandley

Elsie Talmage Brandley. Por volta de 1930. Editora final do Young Womans Journal, Elsie foi uma escritora e oradora conhecida na sua função como membro da junta geral da Associação de Melhoramentos Mútuos das Damas, na qual ela serviu de 1924 até sua morte prematura em 1935 (Biblioteca de História da Igreja, Salt Lake City).

Elsie Talmage Brandley (1896–1935) tinha facilidade para se expressar cultivada por seu legado. Sua mãe, May Booth Talmage, criou sete filhos, serviu na junta geral da Associação de Melhoramentos Mútuos das Damas por 38 anos, editou o Young Womans Journal por 19 meses e foi líder do movimento sufragista de Utah.1 James E. Talmage, seu pai, foi geólogo, reitor de universidade, autor prolífico de obras teológicas e membro do Quórum dos Doze Apóstolos.2 Quando era criança, ela entrou sorrateiramente no escritório de seu pai depois da hora de dormir e derrubou um tinteiro de modo que espirrou em seu pijama. Quando sua mãe a viu, perguntou: “Você não acha que deveria ser castigada?” Elsie respondeu: “Eu preferia ser amada”.3

O relacionamento de Elsie com a tinta se mostrou permanente. Quando estudava na Universidade Brigham Young, ela foi vice-presidente do grêmio estudantil e editora associada do White and Blue, um jornal estudantil.4 Em 1923, seis anos após seu casamento com Harold Brandley e de sua formatura, ela se tornou editora associada da Young Woman’s Journal.5 Mãe de sete filhas, ela costurava meias, escrevia parágrafos ou revisava a revista.6 Ela era editora geral em 1929 quando a revista se associou à Improvement Era, um periódico que visava servir aos leitores masculinos e femininos. Com o fim do Young Womans Journal, Brandley imediatamente se tornou editora associada da revista Improvement Era, e ela serviu nesse cargo até sua morte, em 1935.7

O serviço prestado por Brandley na junta geral da Associação de Melhoramentos Mútuos das Damas (AMMD) durou 11 anos, durante as presidências de Mattie Horne Tingey e Ruth May Fox.8 Ela foi chamada para a junta em 1924 e, além de trabalhar nas revistas, ajudava a escrever manuais, peças de teatro, canções, programas e outros materiais.9 Ela também era uma oradora muito conhecida.10 E. E. Ericksen, com quem ela colaborou nos comitês da AMM, disse que a ideia dela de salvar almas era ajudar em todas as habilidades dos jovens — cultural, moral e espiritual. “A personalidade humana era sagrada para ela e o seu desenvolvimento, o grande objetivo espiritual”, disse ele.11 Ela também encorajou os jovens a perguntar e encontrar respostas para suas próprias dúvidas. “Vocês são aqueles cuja responsabilidade é garantir a fé e a confiança inabalável no evangelho, que é a sua herança”, escreveu ela.12

Muitos sentiam que o mundo estava em crise moral, política e econômica durante a década de 1930, em parte por causa da desilusão que se seguiu após a Primeira Guerra Mundial e a Grande Depressão. Os jovens em particular foram considerados estar em crise. Com o início da Grande Depressão, as taxas de desistência no Ensino Médio aumentaram substancialmente, o desemprego entre os jovens aumentou acentuadamente e, em 1932, 200 mil jovens haviam deixado sua situação desesperadora em casa para vagar pelo país.13 Os líderes dos jovens da Igreja conversavam sobre essas crises morais e religiosas em suas reuniões da junta geral. Por exemplo, algumas semanas antes da conferência, a presidente Ruth May Fox exortou os membros da junta a orar constantemente: “Estamos vivendo momentos críticos e tudo o que pode ser abalado será abalado”.14 Os oradores nessa conferência estavam otimistas em relação às maneiras pelas quais a Igreja fortaleceu os membros para resistirem a essas dificuldades.15

Na década de 1930, a AMM das Damas e a Associação de Melhoramentos Mútuos dos Rapazes (AMMR) trabalharam em estreita colaboração por meio de conferências, reuniões, comitês e programas coordenados em conjunto (inclusive competições e bailes).16 Ambas as organizações estavam no meio de uma mudança de foco na recreação e nos estudos de serviço social para os jovens para uma maior ênfase em Jesus Cristo e nos ensinamentos do evangelho.17 A AMMD também adotou um novo nome em 1934, tornando-se Associação de Melhoramentos Mútuos das Moças (AMMM), porque moças as descreviam com mais dignidade do que damas.18 A irmã Elsie proferiu o seguinte discurso no Assembly, Hall na Praça do Templo, após a AMM ter feito uma pesquisa sobre “Atitudes da juventude”, na qual dois grupos de rapazes e moças fizeram apresentações diante dos membros da junta da AMM sobre seus desafios.19 Quatro membros da junta — Elsie, Joseph Fielding Smith, Oscar A. Kirkham e Melvin J. Ballard — responderam às questões levantadas por esses jovens na primeira sessão geral da conferência da AMM de junho.20 A sessão foi extremamente apreciada, e a revista Improvement Era publicou os discursos.21 Os discursos proferidos por Elsie Brandley e Melvin Ballard também foram publicados no Millennial Star.22

Esta é uma reunião de líderes dos jovens — jovens santos dos últimos dias — e na presença de vocês que se dedicam tão generosamente faço uma singela homenagem.23 Vocês têm o dom do qual o poeta pode ter falado quando disse: “Quem doa de si mesmo com seu dom, alimenta três — ele próprio, seu próximo faminto e a mim”.24

Sinto-me feliz e grata por estar vivendo nos dias de hoje e em minha própria geração especial — a geração do meio de três agora trabalhando na AMM — porque temos uma mais antiga e mais experiente para nos liderar com sua sabedoria e uma mais jovem para nos motivar com entusiasmo e energia.25 Temos ambas para ajudar a nos guiar pelos nossos próprios problemas individuais aos quase assustadores problemas do novo tempo. Negar o fato de que estamos diante de um novo tempo é fechar os olhos ao mundo a nosso redor; revelar-nos cegos e surdos para imagens e sons tão importantes; uma mente inteligente não só deve admiti-los, mas deve também os incluir no padrão colorido de mudança que é a vida logo à frente. Com a passagem de cada geração, a ênfase muda, certos problemas dão lugar a outros, as respostas mudam com a evolução dos tempos. Considerando o progresso incrível e a mudança drástica do século passado, é fácil ver algumas razões pelas quais os problemas se tornaram mais graves e mais difíceis de se resolver pelos métodos antigos de disciplina e pronunciamento.

Em A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, a mudança manteve o ritmo daquele fora da Igreja, e com razão, pois o mormonismo tem como base um alicerce de revelação moderna e, portanto, possui mais direito de mudar, sob direção autorizada, do que possuem muitas outras organizações existentes.26 As mudanças vieram e continuarão a aparecer nas tradições, nas práticas e nos métodos. Aprendemos na primeira seção de Doutrina e Convênios que o Senhor falou a Seus servos conforme Sua maneira de falar para que alcançassem entendimento.27 É ousado ou profano concluir que com um profundo entendimento a linguagem pode se tornar cada vez mais explícita ou profunda?

De algumas coisas temos certeza, a certos princípios arraigados nos apegamos. Como membros da Igreja, aceitamos a divindade de Jesus de Nazaré, acreditamos implicitamente no evangelho restaurado concedido por intermédio do profeta Joseph Smith, consideramos as autoridades gerais da Igreja como tendo sido divinamente comissionadas para falar em nome de Deus e prestar testemunho da divindade de Cristo, e aceitamos as obras-padrão da Igreja como pronunciamentos autorizados dados para a orientação espiritual do homem na Terra.

Um grupo de geólogos, cruzando um depósito solto de xisto em uma ladeira íngreme, percebeu que o xisto estava deslizando. A maior parte do grupo chegou do outro lado da colina em segurança, mas um, que estava por último, viu que a rocha deslizante o carregava em sua garra semelhante a uma geleira para um declive que poderia significar a morte. Olhando para frente, ele viu em seu caminho um tronco de uma velha árvore e reconheceu que seria uma chance de segurança. Ao alcançar o tronco e agarrá-lo firmemente, conseguiu se segurar enquanto o depósito inteiro de xisto passasse. Seu conhecimento sobre a estabilidade de uma árvore em permanecer firmemente enraizada, apesar da rocha com a superfície instável, deu-lhe segurança. Ele pôde enfrentar um aparente desastre apegando-se ao que estava, portanto, enraizado. Nós nos agarramos às raízes fundamentais da crença da Igreja, nelas ancoramos nossa fé, nelas acreditamos. As diferenças que podem surgir entre grupos e indivíduos não se baseiam nessas raízes. Fora disso, que é básico, as opiniões podem divergir. Como líderes, examinemos as possíveis evidências de diferenças e os motivos para elas, se existirem, e tentem vislumbrar uma possível solução.

Reflitam novamente sobre os vários novos modos de vida que hoje se apresentam para entendimento e inclusão em um novo sistema — política, economia, tecnologia, ciência, educação, bem-estar social, recreação e inúmeros outros.28 Qualquer mal-entendido ocasional entre a juventude e a maturidade pode ser um dos principais orientadores — de encontrar espaço no novo sistema. A maturidade anda de mãos dadas com a juventude ao enfrentar a maioria das mudanças nos campos da invenção, da descoberta, do avanço científico, da recreação e formação profissional e de muitas aplicações novas da verdade religiosa aceita. Se eles se separassem em um portão através do qual a juventude exige o direito de passar e no qual a maturidade hesita, não seria, talvez, porque a juventude sempre foi curiosa, ousada e inquisitiva, enquanto a maturidade, tendo corrido seus próprios riscos, anseia por segurança?

Os pais e os líderes fornecem e administram a educação; e a educação ensina os jovens a explorar, a experimentar, a testar novos métodos e a encontrar novos caminhos. É coerente se ressentir do que é encontrado nessas jornadas educativas? Nós nos esforçarmos para descobrir até que ponto nós, líderes e pais, podemos ficar atrasados em relação à juventude, em vez de tentar medir o quanto eles estão se afastando de nós?

Na situação religiosa que nos confronta atualmente, o mundo acha que as antigas condições são inadequadas. A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias não está tendo mais, e talvez muito menos, dificuldades em fazer ajustes religiosos do que outros, mas já não é mais possível que a Igreja se mantenha separada do mundo. Em sua leitura, seus estudos, suas observações e seus contatos, os jovens fazem descobertas que para eles parecem novas. Quando tais descobertas parecem ameaçar antigas tradições religiosas de seus élderes, a preocupação inevitavelmente é despertada.

A situação não é nova nesta época ou nesta Igreja, as pessoas sempre tiveram suas crenças e práticas religiosas, maiores ou menores, e se ressentiram de inovações que lhes ameaçaram. Há cinco séculos, Colombo não conseguiu ajuda em sua tentativa de provar que a Terra era redonda porque a Bíblia citava os quatro confins da Terra e uma esfera não pode ter quatro cantos.29 Há cinco anos, uma mulher insistiu para que sua filha recusasse um anestésico ao dar à luz com o argumento de que a Bíblia tinha dito que uma mulher deve trazer à luz seus filhos em dor e sofrimento.30

Não devemos, agora, nos últimos dias e especialmente em A Igreja de Jesus Cristo, fazer com que a palavra de Deus justifique mal-entendidos desnecessários. Citando a declaração de um falecido membro do Quórum dos Doze Apóstolos:

“Não tentemos distorcer as escrituras na tentativa de explicar o que não conseguimos explicar. Os capítulos de abertura de Gênesis e as escrituras relacionadas a eles nunca foram concebidos para ser um manual de geologia, arqueologia, ciência da terra ou ciência do homem. As escrituras sagradas vão perdurar, enquanto as concepções dos homens mudam com as novas descobertas. Não mostramos reverência pelas escrituras quando as aplicamos incorretamente por meio de interpretações erradas”.31

Acredito que, quando conhecemos as verdades fundamentais do evangelho, somos livres para explorar muitas coisas, ancorados por esse conhecimento, em busca de tudo o mais que a Terra, o mar e os céus têm a ensinar. Em vez de fazermos das verdades religiosas um ponto de discórdia e fonte de diferenças, não devemos, como líderes e pessoas, tentar torná-las um meio de trazer ordem e harmonia para fora da aparente confusão?

Uma das influências que contribuem para um novo dia, uma influência vital em sua importância, é a leitura, mas um dos depósitos de xisto de hoje é a leitura desprovida de crítica. O estudo de material escrito deve ser analítico ou se torna sem sentido ou muito poderoso — as duas condições são perigosas. Vou citar um ou dois trechos de forma aleatória de várias fontes para lhes lembrar do que os jovens leem dia a dia, semana a semana, e pergunto: Poderíamos ter vivido em tal dieta de material de leitura antes de nossas próprias ideias serem definidas claramente, estabelecidas firmemente e permanecerem livres de influência? Não devemos admitir que as forças que cercam os jovens hoje são mais poderosas em incentivá-los a questionar do que as forças de ontem?

Robert Morse Lovett, em Current History, de janeiro de 1934, descrevendo a Feira em Chicago,32 diz:

Eram muitas as evidências das realizações da ciência — telefone, rádio, televisão, avião —, mas onde estava a evidência da vida superior da humanidade, ou promessa dela? A decepção era particularmente acentuada quando as pessoas tentaram encontrar respostas a partir das ciências sociais e da religião. As exposições nos dois últimos sugeriram uma dúvida preocupante quanto ao significado, à realidade e ao futuro do progresso rumo a uma vida superior. (…) Durante a feira, foram ouvidos comentários de todos os lados, dizendo que as melhorias modernas haviam mecanizado a vida, mas não conseguiram enriquecer os valores da vida.33

Albert Edward Bailey, em Christian Century, de 24 de janeiro de 1934, apresenta um diálogo imaginário entre o arquiteto de uma nova igreja e um sonhador que tem ideias sobre como uma igreja deveria ser. O sonhador diz:

“Veja se você não consegue encontrar espaços em algum lugar da estrutura para meditação. Eu os vejo como caminhos para Deus. Pegue, por exemplo, os caminhos do serviço (…) com estatuetas ilustrando a parábola do bom samaritano; as pinturas mostrando Lincoln libertando os escravos; o primeiro uso da anestesia; Howard e a reforma da prisão; uma biblioteca de Carnegie; Jane Addams e a Hull House (casa para receber imigrantes europeus)”. O arquiteto responde: “Seu sonho significa eliminar muitas ideias e práticas antigas. Duvido que você consiga convencer a Igreja como um todo a aceitá-los”, e o sonhador responde: “Bem, não estamos no meio de uma revolução social de primeira magnitude? Por que a Igreja não deveria revolucionar um pouco (…) se isso (…) trouxesse o reino de Deus um pouco mais perto?”34

Glenn Frank, em “The Will to Doubt” [O desejo de duvidar], diz:

O desejo de acreditar nos deu grandes santos, o desejo de duvidar nos deu grandes cientistas. A meta do homem inteligente é uma personalidade em que o desejo de acreditar do santo e o desejo de duvidar do cientista se encontrem e se misturem. Nenhum sozinho faz um homem inteiro. Uma fé meramente cega nos dá um santo fraco, uma dúvida meramente cega nos dá um cientista difícil. A humanidade deve muito ao santo e muito ao cientista, mas a humanidade se sairia muito mal se o mundo fosse habitado unicamente por santos com uma fé cega ou por cientistas com uma dúvida cega. A ciência moderna é moderada. Ela não julga quando não sabe. Em todos os demais campos — religião, política e assim por diante —, precisamos aprender a fazer o mesmo. Devemos agir considerando o melhor que sabemos em determinado momento, mas precisamos estar dispostos a manter nossas crenças abertas para revisão à luz de novos fatos. Assim podemos reunir o santo e o cientista.35

Com pensadores como esses incentivando os jovens a questionarem, por que eles não o fariam? Uma liderança madura não pode se manter distante e indiferente, esperando, na porta, os jovens voltarem de suas explorações. Nós, a liderança da AMM, devemos acompanhá-los e aprender o que eles aprendem e ver o que eles veem. Um rapaz de destaque da AMM fez uma pergunta a seu pai e recebeu a resposta: “Nunca mais quero ouvi-lo falar sobre essas coisas na minha presença”. Esse homem se recusou a passar pelo portão do questionamento com seu filho e seu poder de conduzir o rapaz se perdeu. Os líderes da AMM não podem perder seus contatos por meio de tal atitude! Os jovens devem perguntar para encontrar as respostas, devem analisar e chegar a um entendimento. Seu grande desejo de fazê-lo é um indicativo de seu interesse, a passividade indiferente seria a morte, mas essa intensidade é a vida. Os jovens precisam ser convertidos pessoalmente; somente com força de uma juventude convertida esta Igreja pode cumprir seu destino elevado e glorioso.36

Por outro lado, os jovens devem admitir o fato de que muitas coisas são aceitas sem críticas e dúvidas: comemos frutas sem conhecer botânica, estrelas são amadas sem conhecimento de astronomia, telegramas são enviados sem o conhecimento do código Morse, o amor e a amizade, o lar, os livros e a natureza se tornam apreciados e de grande valor com pouca tentativa de explicar os motivos técnicos. Não vamos incentivar os jovens a afastar a religião como a única fase da vida sobre a qual concentrar o questionamento duvidoso. Vamos ajudá-los a ver que eles aceitam certas condições sem nenhuma prova mais forte para fazê-lo do que aquelas que proporcionam alegria, esperança, fé e coragem. Eles não podem aceitar a religião, até certo ponto, com a mesma compostura?

Citando novamente The Earth and Man [A Terra e o Homem], vamos entender o seguinte:

É natural para a mente jovem e imatura pensar que aquilo que é novo deve necessariamente ser novo para o mundo. Os alunos relativamente inexperientes estão descobrindo de tempos em tempos discrepâncias aparentes entre a fé de seus pais e o desenvolvimento do pensamento moderno, e eles estão preparados para aumentar e exagerar quando na realidade seus bisavós encontraram as mesmas dificuldades aparentes e ainda sobreviveram. Não acreditem naqueles que afirmam que o evangelho de Jesus Cristo é de qualquer maneira contrário ao progresso ou inconsistente com o avanço.37

Líderes dos jovens da AMM, o que podemos fazer? É certo que não podemos ignorar os problemas individuais dos rapazes e das moças simplesmente porque seus bisavós tinham problemas semelhantes. Devemos considerar todo jovem que tem uma pergunta como faríamos com um pesquisador e dar a cada um a mesma consideração piedosa. A maneira da juventude pode não ser nossa maneira, sua linguagem pode parecer franca, estranha e irreverente para nós, mas para eles, talvez, também pareçamos estranhos. Podemos considerar a juventude e a maturidade como viajantes, com destino a um porto no oriente. Os jovens podem viajar para o leste, para o sol nascente, a maturidade pode ir para o oeste, em direção às sombras da noite, mas em seu destino comum eles se encontrarão e perceberão que ambos seguiram direto em seu curso de viagem, mas sempre haverá entre eles a diferença da experiência ao longo do caminho.38 Será que o poder do mormonismo acumulado durante um século não foi suficiente para formar um cimento, unindo todas as verdades e o desejo da verdade — uma busca unificada em que todos os membros, independentemente da idade, possam estabelecer juntos? Existe um lugar, legítimo e reverente, para o questionamento na edificação de um testemunho? Nós devemos responder que sim e dizer que a base da dúvida e do questionamento tem sido a característica marcante da Igreja, o poder por meio do qual os membros encontraram seu caminho para ela.

Quando perguntaram a James E. Talmage como ele havia adquirido seu testemunho, ele respondeu: “Embora pareça que eu tenha nascido com um testemunho, ainda no início de minha adolescência fui levado a questionar se aquele testemunho era realmente meu ou proveniente de meus pais. Propus-me a investigar as declarações da Igreja, tentar contestar suas declarações me parecia insensato. Depois de meses de questionamento (…), estava convencido de sua veracidade de uma vez por todas e esse conhecimento é uma parte tão plena e integrante de mim que sem ele eu não seria eu mesmo”.39

Outra conversão é descrita da seguinte forma:

No começo ele tinha preconceito contra as doutrinas, mas como o élder continuava a pregar (…) isso produziu um efeito extraordinário na mente de Daniel Spencer. Por duas semanas, ele fechou seu estabelecimento e se recusou a tratar de negócios com qualquer pessoa. Ele se fechou para estudar e, ali, sozinho com seu Deus, ele pesou, no equilíbrio de sua cabeça fria e seu coração consciente, a mensagem que ele tinha encontrado. (…) Um dia (…) ele exclamou em prantos: “A coisa é verdadeira e como homem honesto devo abraçá-la, mas isso vai me custar tudo o que tenho na Terra”. Ele percebeu que, na opinião de seus amigos e das pessoas da cidade, ele desceria do topo da sociedade onde se encontrava, para junto de um povo desprezado, mas ele desceu como homem.40

Essas, que foram as experiências de muitos que nasceram na Igreja e fora dela, explicam a maravilha que é o poder do evangelho. Com um número de membros em grande parte constituído por aqueles que se filiaram à Igreja depois de uma pesquisa de investigação — que questionaram as crenças de seus pais —, não podemos dizer, constantemente, que os jovens não têm o direito de questionar a religião como qualquer outra preocupação humana e qualificá-la em termos de valor individual.

Gostaria que me fosse dada inspiração para sugerir aos líderes meios potentes de alcançar e envolver todos os jovens da Igreja. Deixarei o seguinte pensamento que espero possa ser útil:

Ouçam o que eles têm a dizer, abram o coração e a mente para seus problemas. Nunca digam a eles para se calarem, mas os inspirem a recorrer a vocês com as perguntas mais profundas de sua alma. Esqueçam suas próprias convicções ao ouvi-los, lembrem-se de suas convicções somente quando forem responder.

Uma mulher disse: “A rápida reorganização social da época fez com que a flexibilidade fosse necessária, e somente aqueles que são atentos e vitais, que são curiosos em relação à vida, flexíveis o suficiente para assimilar as novas maneiras de pensar e viver, podem se ajustar às circunstâncias alteradas e encarar o futuro sem medo”.41

Tanto a juventude quanto a maturidade podem e vão aceitar os princípios arraigados do evangelho — os princípios fundamentais. Como Igreja, repito, podemos aceitar a divindade de Cristo, a Restauração por meio de Joseph Smith e a autoridade de Deus conferida àqueles que foram designados hoje para falar em Seu nome. Essa é a âncora à qual precisamos e iremos nos agarrar.42 Firmemente ancorados, assim, poderemos olhar para cada teoria nova, cada crença nova, cada pensamento novo e aceitar o que é de valor para nós. Como líderes, o que podemos fazer, pergunto novamente, e novamente respondo: Ouçam os jovens e aprendam com eles, conversem com os jovens e os ensinem! Não percam nenhuma oportunidade de acender com sua chama da crença o pavio que acenderá neles uma centelha de testemunho — essa força energizante que vai gerar neles disposição para trabalhar para a Igreja, calor para aquecê-los para o evangelho, luz para iluminar o caminho deles em direção ao reconhecimento daquele conceito mais elevado de inteligência como sendo a glória de Deus. Que Deus nos conceda a recompensa de ver a crise religiosa de hoje voltada para as grandes e gloriosas possibilidades que estão inseparavelmente ligadas nestes últimos dias com nossa grande e gloriosa Igreja — a Igreja de Jesus Cristo!43

Notas de rodapé

  1. [1]Mary May Booth Talmage Papers [Documentos de Mary Booth Talmage], pp. 1–2, Biblioteca de História da Igreja; Andrew Jenson, Latter-day Saint Biographical Encyclopedia: A Compilation of Biographical Sketches of Prominent Men and Women in the Church of Jesus Christ of Latter-day Saints [Enciclopédia Biográfica dos Santos dos Últimos Dias: Uma Compilação de Esboços Biográficos de Homens e Mulheres Proeminentes em A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias], 4 vols, Salt Lake City: Andrew Jenson History Co., 1901–1936, vol. 4, p. 267. James E. e May Booth Talmage tiveram oito filhos, mas um deles morreu na infância (John R. Talmage, The Talmage Story: Life of James E. Talmage—Educator, Scientist, Apostle [A História de Talmage: A Vida de James E. Talmage — Educador, Cientista e Apóstolo], Salt Lake City: Bookcraft, 1972, p. 241).

  2. [2]Talmage, Talmage Story, pp. 124, 176, 181.

  3. [3]Clarissa A. Beesley, “Elsie Talmage Brandley”, Improvement Era 38, nº 9, setembro de 1935, p. 558.

  4. [4]A revista White and Blue foi publicada entre 1897 e 1923 (Beesley, “Elsie Talmage Brandley”, p. 558).

  5. [5]Jenson, LDS Biographical Encyclopedia [Enciclopédia Biográfica SUD], vol. 4, p. 254.

  6. [6]Ela também transformava frequentemente as tarefas domésticas em jogos para envolver seus filhos no trabalho (Beesley, “Elsie Talmage Brandley”, p. 559).

  7. [7]Jenson, LDS Biographical Encyclopedia, vol. 4, p. 254; Harrison R. Merrill, “Elsie Talmage Brandley—Editor and Friend” [Elsie Talmage Brandley — Editora e amiga], Improvement Era 38, nº 9, setembro de 1935, p. 560. Elsie morreu de uma doença repentina algumas semanas antes de completar 39 anos; sua filha mais nova tinha 4 anos de idade (Talmage, Talmage History, p. 241).

  8. [8]Mattie Horne Tingey foi presidente geral da Associação de Melhoramentos Mútuos das Damas de 1905 a 1929. Ruth May Fox serviu como presidente geral da Associação de Melhoramentos Mútuos das Damas (mais tarde Associação de Melhoramentos Mútuos das Moças) de 1929 a 1937.

  9. [9]Beesley, “Elsie Talmage Brandley”, p. 559; Jenson, LDS Biographical Encyclopedia, vol. 4, p. 254; Thomas C. Romney, “Representative Women of the Church: Elsie Talmage Brandley” [Mulheres notáveis da Igreja: Elsie Talmage Brandley], Instructor 85, nº 11, novembro de 1950, p. 324.

  10. [10]Jenson, LDS Biographical Encyclopedia, vol. 4, p. 254.

  11. [11]“Funeral Services in Honor of Elsie Talmage Brandley” [Funeral em homenagem a Elsie Talmage Brandley], Capela da Ala Vinte, Salt Lake City, UT, 5 de agosto de 1935, em posse da família. E. E. Ericksen colaborou com Elsie por meio de sua posição na junta geral da AMMR. Elsie trabalhou no novo departamento sênior (para jovens adultos de 23 a 35 anos), do qual Ericksen se tornou presidente em 8 de abril de 1931 (Scott Kenney, “The Mutual Improvement Associations: A Preliminary History, 1900–1950” [As Associações de Melhoramento Mútuo: Uma história prévia, 1900–1950], manuscrito não publicado, janeiro de 1976, p. 37, Biblioteca de História da Igreja; Romney, “Representative Women of the Church: Elsie Talmage Brandley” [Mulheres Notáveis da Igreja: Elsie Talmage Brandley], p. 324; E. E. Ericksen, Memories and Reflections: The Autobiography of E. E. Ericksen [Memórias e Reflexões: A Autobiografia de E. E. Ericksen], ed. por Scott G. Kenney, Salt Lake City: Signature Books, 1987, pp. 93–94).

  12. [12]Elsie Talmage Brandley, “Peace on Earth” [Paz na Terra], Improvement Era 33, nº 2, dezembro de 1929, p. 102.

  13. [13]Jon Savage, Teenage: The Prehistory of Youth Culture, 1875–1945 [Adolescente: A Pré-História da Cultura Juvenil], New York: Penguin Books, 2007, pp. 277–280.

  14. [14]Young Women General Board Minutes [Ata da junta geral das Moças], vol. 13, 1934–1937, 28 de março de 1934, p. 26, Biblioteca de História da Igreja.

  15. [15]Melvin J. Ballard, “Morality and the New Day” [A moralidade e os novos tempos], Improvement Era 37, nº 9, setembro de 1934, p. 515.

  16. [16]Marba C. Josephson, History of the YWMIA [História da AMMM], Salt Lake City: Young Women’s Mutual Improvement Association, 1955, pp. 174–199, 201–202.

  17. [17]Kenney, “The Mutual Improvement Associations” [As Associações de Melhoramento Mútuo], pp. 28–31.

  18. [18]Young Women General Board Minutes [Ata da junta geral das Moças], 28 de março de 1934, p. 25, e cartas anexas de 24 de maio de 1934 e 29 de maio de 1934.

  19. [19]Improvement Era, Edição especial da conferência de junho de 1934, p. 7; Young Women General Board Minutes [Ata da junta geral das Moças], 24 de janeiro de 1934, p. 10; 7 de fevereiro de 1934, pp. 13–14; 21 de fevereiro de 1934, p. 17; 14 de março de 1934, p. 19; 21 de março de 1934, p. 21; Young Men’s Mutual Improvement Association General Board Minutes [Ata da junta geral da Associação de Melhoramentos Mútuos dos Rapazes], vol. 28, 1933–1935, 21 de fevereiro de 1934, pp. 106–111; 28 de fevereiro de 1934, pp. 111, 135–136; 7 de março de 1934, pp. 154–156, BHI; Elsie T. Brandley, Journal [Diário], 24 de fevereiro, 16 de março de 1934, em posse da família; ver Elsie Talmage, KWCF-N9P, Memórias, acessado em 1º de fevereiro de 2016, familysearch.org.

  20. [20]Young Women General Board Minutes [Ata da junta geral das Moças], 2 de maio de 1934, p. 39; 9 de maio de 1934, p. 43. Ver Improvement Era 37, nº 8, agosto de 1934, como segue: Henry A. Smith, “Glimpses of June Conference” [Vislumbres da Conferência], p. 454; Oscar A. Kirkham, “Latter-day Saint Youth and the New Day” [Jovens Santos dos Últimos Dias e os Novos Tempos], pp. 463–464, 497; Joseph F. Smith, “The Glorious Possibilities for Us of the Religious Crisis” [As Gloriosas Possibilidades para Nós da Crise Religiosa], pp. 465–466, 495–496; e Elsie Talmage Brandley, “The Religious Crisis of Today” [A crise religiosa de hoje], pp. 467–468, 496–497; ver também Ballard, “Morality and the New Day” [A moralidade e os novos tempos], pp. 515–516, 527.

  21. [21]Elsie escreveu: “Depois da reunião, pelo menos 50 pessoas (contei 34) me pararam para perguntar onde eles poderiam obter cópias dos discursos. (…) Mais de 85 pessoas, pela contagem real, telefonaram ou vieram ao escritório para obter cópias dos discursos da manhã de sábado” (Brandley, Journal [Diário], 9 e 11 de junho de 1934; ver Talmage, Memórias).

  22. [22]Elsie Talmage Brandley, “The Religious Crisis of Today” [A crise religiosa de hoje], Latter-day Saints’ Millennial Star 96, nº 36, 6 de setembro de 1934, pp. 561–566; Melvin J. Ballard, “Morality and the New Day” [A moralidade e os novos tempos], Latter-day Saints’ Millennial Star 96, nº 39, 27 de setembro de 1934, pp. 609–612.

  23. [23]Elsie Talmage Brandley escreveu em um editorial: “Ser líder de jovens é ser uma espécie de criador, porque um novo entendimento, uma nova determinação, uma nova atividade, inspiração e ambição ganham vida na presença da verdadeira liderança” (Elsie T. Brandley, “The Art of Leadership” [A arte da liderança], Improvement Era 33, nº 12, outubro de 1930, p. 790).

  24. [24]Ver James Russell Lowell, The Vision of Sir Launfal [A Visão do Sr. Launfal], Cambridge, UK: John Bartlett, 1849, p. 26.

  25. [25]As três gerações a que Elsie se refere parecem ser os jovens, os participantes e líderes em seus 20 e 30 anos e os líderes mais velhos. Nessa época a AMMM tinha os seguintes departamentos, distinguidos por grupos etários: Bee-Hive Girls [Abelhinhas] (12–14), Junior Girls [Meninas-Moças] (15–16), Gleaners [Lauréis] (17–23) e Seniors [Veteranas] (24–35) (“Report of the Committee on M.I.A. Survey” [Relatório do comitê sobre a pesquisa da AMM], na Young Women General Board Minutes [Ata da junta geral das Moças], março de 1934, p. 10).

  26. [26]Joseph Fielding Smith, que se tornou membro do Quórum dos Doze Apóstolos em 1910 e que viria a servir como presidente da Igreja de 1970 a 1972, falou depois da irmã Brandley. Ele ensinou: “A própria característica marcante do mormonismo é sua maneira de interpretar a verdade para o bem-estar humano imediato e o fornecimento de técnicas para facilitar as interpretações. Essa é a essência da revelação: interpretar a verdade em termos de condições do mundo atual para o benefício imediato da humanidade. (…) A verdade deve sempre receber novas interpretações”. Muitos membros proeminentes da Igreja enfatizaram a correspondência entre as práticas dos membros da Igreja com os avanços do mundo contemporâneo (Smith, “The Glorious Possibilities for Us of the Religious Crisis” [As Gloriosas Possibilidades para Nós da Crise Religiosa], p. 466; ver também, por exemplo, John A. Widtsoe e Leah D. Widtsoe, The Word of Wisdom: A Modern Interpretation [A Palavra de Sabedoria: Uma Interpretação Moderna], Salt Lake City: Deseret Book, 1937. Para saber mais sobre como os membros da Igreja viam sua fé conectada com as ideias da época, ver Matthew Bowman, The Mormon People: The Making of an American Faith [O Povo Mórmon: O Surgimento de uma Fé Americana], New York: Random House, 2012, pp. 152–183).

  27. [27]Ver Doutrina e Convênios 1:24.

  28. [28]Para uma explicação sobre as novas mudanças dos anos 1920 e 1930, ver Lynn Dumenil, The Modern Temper: American Culture and Society in the 1920s [O Temperamento Moderno: A Cultura Americana e a Sociedade na Década de 1920], New York: Hill e Wang, 1995.

  29. [29]Ver, por exemplo, Isaías 11:12. Mais tarde, a cultura do século 20 determinou que os contemporâneos especializados em Colombo acreditavam que a Terra era redonda embora enquadramentos da história de Colombo semelhantes aos de Brandley tinham sido amplamente aceitos por muitos anos (William D. Phillips Jr. e Carla Rahn Phillips, The Worlds of Christopher Columbus [Os Mundos de Cristóvão Colombo], New York: Cambridge University Press, 1992, p. 140).

  30. [30]Ver, por exemplo, Gênesis 3:16. As preocupações religiosas sobre o uso de anestésico surgiram entre alguns fiéis quando ele foi dado pela primeira vez às mulheres ao dar à luz durante a década de 1840. No início do século 20, muitas mulheres e reformistas da era progressista defenderam os partos hospitalares porque acreditavam que poderiam ser mais seguros para a mãe e a criança e proporcionar mais alívio da dor embora nem sempre isso ocorria. Ainda havia um debate de oposição religiosa à anestesia durante a década de 1920 (Richard W. Wertz e Dorothy C. Wertz, Lying-In: A History of Childbirth in America [Repouso: A História do Parto na América], edição ampliada, New Haven, CT: Yale University Press, 1989, pp. 116–117, 133–135; Howard Wilcox Haggard, Devils, Drugs, and Doctors: The Story of the Science of Healing from Medicine-Man to Doctor [Demônios, Drogas e Médicos: A História da Ciência da Cura a Partir da Medicina do Homem para o Médico], London: William Heinemann, 1929, pp. 97–98, 116).

  31. [31]James E. Talmage, The Earth and Man: Address Delivered in the Tabernacle, Salt Lake City, Utah, Sunday, August 9, 1931 [A Terra e o homem: Discurso proferido no tabernáculo], Salt Lake City, Utah, domingo, 9 de agosto de 1931, Salt Lake City: The Church of Jesus Christ of Latter-day Saints, 1931, p. 6.

  32. [32]Chicago realizou uma feira mundial de 1933 a 1934. Era uma comemoração do centenário de Chicago e foi chamada “Um século de progresso” (Cheryl R. Ganz, The 1933 Chicago World’s Fair: A Century of Progress [A Feira Mundial de Chicago de 1933: Um Século de Progresso], Chicago: University of Illinois Press, 2008).

  33. [33]Robert Morss Lovett, “Progress—Chicago Style” [Progresso — Estilo de Chicago], Current History 39, nº 4, 1º de janeiro de 1934, pp. 434–435, 437–438. A citação de Elsie não confere exatamente com o artigo de Lovett.

  34. [34]Albert Edward Bailey, “New Churches for Old” [Novas igrejas para idosos], Christian Century 51, 24 de janeiro de 1934, pp. 116–118. A citação de Elsie não confere exatamente com o artigo de Bailey.

  35. [35]Glenn Frank, “The Will to Doubt” [O desejo de duvidar], Deseret News, 20 de julho de 1928. Elsie errou em inserir reticências quando pulou partes do artigo de Frank. O artigo foi publicado em vários locais naquela data, por meio de sindicato de jornal McClure.

  36. [36]Um artigo de 1950 resumiu os sentimentos de Elsie assim: “Ela insistiu para que fosse permitido e até incentivado a eles pensar por si mesmos e não aceitar como verdade uma suposição feita por outras pessoas sem investigação” (Romney, “Representative Women of the Church: Elsie Talmage Brandley” [Mulheres Representantes da Igreja], p. 324).

  37. [37]Talmage, Earth and Man [A Terra e o homem], p. 14.

  38. [38]Em um editorial, Elsie escreveu: “Embora o antigo caminho tenha suas falhas e suas vantagens, como o novo, as belezas de ambos sem dúvida superam as características negativas. Um dos melhores cursos na escola ou fora dela que alguém pode fazer é um curso de reconhecimento das outras gerações” (Elsie T. Brandley, “Autumm Color” [A cor do outono], Improvement Era 35, nº 12, outubro de 1932, p. 706).

  39. [39]Bryant S. Hinckley, “James E. Talmage”, Latter-day Saints’ Millennial Star 94, nº 30, 28 de julho de 1932, p. 468. A citação de Elsie não confere exatamente com a original de Talmage.

  40. [40]Edward W. Tullidge, “Daniel Spencer”, em History of Salt Lake City [História de Salt Lake City], seção de biografias, Salt Lake City: Star Printing, 1886, p. 168. A citação de Elsie não confere exatamente com a original de Tullidge.

  41. [41]“Challenge to Middle-Age” [O desafio para a meia-idade], Harper’s Magazine 169, junho de 1934, pp. 113–119.

  42. [42]Elsie escreveu em um editorial: “A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias mantém dentro de si a verdade que contém toda a beleza. A luz da revelação dissipou a névoa que por tanto tempo envolveu a humanidade e explicou de onde viemos e por que estamos aqui. Maior do que todos os bens materiais da Terra é o conhecimento de que Jesus é o Cristo e que Ele amou tanto Seus semelhantes que deu Sua vida para que pudessem viver eternamente. Com esse conhecimento como uma lâmpada para iluminar o caminho, surge toda cor, ritmo e simetria que tornam a vida uma harmonia cheia de propósito e a salvação uma gloriosa certeza” (Elsie Talmage Brandley, “What Is Beauty?” [O que é a beleza?], Improvement Era 33, nº 3, janeiro de 1930, p. 182).

  43. [43]Elsie Talmage Brandley declarou em um editorial: “Viva hoje com esperança no amanhã e fé no futuro. Dia após dia, extraia da vida tudo o que ela tem a oferecer e, se não tiver um sabor tão doce como você gostaria, encontre em seu amargor a qualidade medicinal das ervas. Poucas experiências na vida são desprovidas de possibilidades para desenvolver o crescimento e, ao procurá-las dia após dia, a satisfação chegará. Se não chegar pela facilidade e felicidade, ela chegará apesar delas” (Elsie T. Brandley, “Day by Day” [Dia após dia], Improvement Era 35, nº 9, julho de 1932, p. 515).